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O sufixo -penia se refere a uma redução no número total de células, por exemplo, o termo trombocitopenia significa queda no número de plaquetas (trombócitos) circulantes, enquanto o termo linfopenia se refere à redução no número de linfócitos. O processo de amadurecimento dos linfócitos acontece no timo (linfócitos T) e na medula óssea (linfócitos B). Conforme mencionado anteriormente, as células mieloides possuem potencial para se diferenciar em hemácias, granulócitos, monócitos ou plaquetas. Os blastos não possuem a capacidade de produzir novos blastos, e portanto de manter a sua população, mas apenas células que irão amadurecer e se desenvolver em células sanguíneas.
Essas células desempenham papeis cruciais na imunidade adaptativa e inata, respectivamente. A diferenciação dos progenitores medulares é feita por influência de fatores provenientes do meio externo e que agem diretamente sobre as células. O Steel Factor (SF), também denominado stem cells factor, e o G-CSF atuam na fase de expansão das células-tronco, isto é, na proliferação.
O que são células hematopoiéticas?
Os megacarioblastos se diferenciam em megacariócitos, células grandes, com núcleo lobulado sem nucléolos. A célula mais imatura que dará origem às plaquetas é o megacarioblasto, uma célula com núcleo grande de formato oval ou riniforme, numerosos nucléolos e citoplasma intensamente basófilo. Na próxima fase essas células são conhecidas como granulócitos com núcleos em bastão, ou ainda bastonetes, e isso se deve ao fato de seus núcleos possuírem o formato de um bastão. Os metamielócitos correspondem à próxima etapa do amadurecimento dos granulócitos, e possuem núcleos com uma indentação profunda, indicando o início da lobulação característica das células maduras. Os neutrófilos são células muito importantes no combate a infecções bacterianas. Em um dado momento os normoblastos expelem o seu núcleo, e as novas células anucleadas passam a ser chamadas de reticulócitos.
Linhagens celulares
Na vida adulta, a hematopoiese ocorre principalmente na medula óssea vermelha, localizada nos ossos largos, como o fêmur, a pelve e as costelas. Enquanto a hematopoese abrange vários tipos de células, a eritropoese foca exclusivamente na produção de eritrócitos. A eritropoese, por sua vez, é uma subcategoria específica da hematopoese, que se refere à formação de glóbulos vermelhos (eritrócitos) a partir de células precursoras. Essas condições podem interferir na produção normal de células sanguíneas e afetar as respostas imunológicas. Esse processo ocorre principalmente na medula óssea e é essencial para a manutenção da saúde e da homeostase do organismo. Este tipo de células está presente na medula óssea, no sangue periférico e no sangue do cordão umbilical.
Alguns outros fatores químicos participam da estimulação da diferenciação das células mieloides em hemácias, especialmente a interleucina 3. O principal estímulo para a formação de hemácias é a presença de um hormônio chamado eritropoietina, secretado pelos rins em resposta à detecção da redução da quantidade de oxigênio no sangue. É nessas células que as características que diferenciam cada linhagem celular sanguínea são observadas pela primeira vez. Esse processo acontece entre a 4ª e a 6ª semana de vida intra-uterina, e marca o início da fase hepática da hematopoiese. As células mais periféricas se diferenciam em endotélio, formando portanto vasos sanguíneos, enquanto as demais vão dar origem principalmente a eritroblastos primitivos (células precursoras das hemácias). Os grupamentos celulares do saco vitelínico têm potencial para se diferenciar em células vasculogênicas ou hematopoieticas, e por isso são chamadas de hemangioblastos.
Hematopoese: saiba do que se trata, etapas e disfunções
Mais tarde apenas os ossos chatos (crânio, vértebras, gradil torácico, ombro e pelve) e as partes proximais dos ossos longos (fêmures e úmeros) serão locais de formação de sangue. Na fase intermediária da vida fetal, o baço e os nodos linfáticos desempenham um papel menor na hematopoiese, mas o fígado continua a dominar essa função. Assim, antes desses procedimentos é realizada uma coleta de tecido da medula óssea, que é transplantado no próprio indivíduo após a realização do tratamento com radioterapia ou quimioterapia.
Essa medula é rica em células adiposas e não produz mais células sanguíneas. O processo de hematopoiese ocorre em órgãos hematopoiéticos que variam de acordo com a fase do desenvolvimento do indivíduo. Inibidores, como a interleucina-4 (IL-4), podem modular a diferenciação de linfócitos B, enquanto a interferon-alfa (IFN-α) pode inibir a produção de células B e T. A linhagem linfoide é responsável pela produção de células do sistema imunológico, incluindo linfócitos T, linfócitos B e células Natural Killer (NK). A fase inicial de produção do sangue ocorre ainda no saco vitelino, onde é chamada de hematopoiese “primitiva”. Entre essas células, destacam-se as células-tronco hematopoiéticas, as células progenitoras multipotentes e as células progenitoras unipotentes.
Esse processo células multipotentes é chamado de convergência troncular da hematopoiese e representa uma adaptação funcional à maturação do organismo, concentrando a produção celular em locais mais protegidos e metabolicamente ativos. Dessa forma, as primeiras células sanguíneas surgem aproximadamente na 3ª semana de desenvolvimento embrionário, dentro do saco vitelino — local onde se estabelecem as ilhotas sanguíneas no mesoderma extraembrionário. As células hematopoiéticas também podem circular no sangue, especialmente durante certas condições ou tratamentos, como transplantes de células-tronco. As células hematopoiéticas são a base do sangue e do sistema imunológico do corpo. Hematopoiético células são responsáveis por produzir todos os diferentes tipos de células sanguíneas no corpo. O processo se inicia com uma célula mãe que gera, por bipartição dupla, 4 células diferenciadas para produzir eritrócitos que mediante diferentes mecanismos enzimáticos chega a formação de reticulócitos e três dias depois se transformam em hemácias maduras anucleadas.
A hematopoese é o processo de formação e maturação das células sanguíneas. Após o nascimento, a hematopoiese pós-natal se estabelece na medula óssea, onde as células-tronco se diferenciam em linhagens específicas de células sanguíneas. O hemograma fornece informações sobre a contagem e a morfologia das células sanguíneas, enquanto a biópsia de medula óssea permite a avaliação direta da produção de células sanguíneas na medula. Após o nascimento, a hematopoiese continua na medula óssea, onde as células-tronco hematopoiéticas se proliferam e se diferenciam em células maduras, que são liberadas na corrente sanguínea. No entanto, as células-tronco hematopoiéticas são cruciais para a formação das células sanguíneas e a manutenção do sistema imunológico. A função hematopoiética refere-se à capacidade da medula óssea de produzir as diferentes células sanguíneas que circulam no organismo.
Essas síndromes envolvem um grupo de transtornos onde a medula óssea não produz células sanguíneas saudáveis em quantidade suficiente. As alterações na hematopoese podem levar a várias condições patológicas, afetando a produção de células sanguíneas de forma negativa. Assim, a hematopoese deve ser um processo contínuo para garantir a renovação e a manutenção dos níveis adequados de células sanguíneas. Durante essas fases iniciais, as células-tronco hematopoiéticas se multiplicam e se diferenciam em várias linhagens celulares que darão origem aos componentes do sangue.
- A hematopoiese é essencial para a manutenção da homeostase sanguínea e para a resposta imunológica do corpo.
- O termo “hematopoiético” vem das palavras gregas “hema”, que significa sangue, e “poiesis”, que significa formação.
- Os glóbulos brancos (leucócitos) são cruciais para o sistema imunológico, ajudando a defender o corpo contra infecções e doenças.
- As células hematopoiéticas são a base do sangue e do sistema imunológico do corpo.
- Esse processo é fundamental para a vida humana, já que as células do sangue sofrem degeneração e morte celular após algum período na corrente sanguínea, e devem ser renovadas pela hematopoiese.
Nos tecidos periféricos os linfócitos B se diferenciam em plasmócitos, células produtoras de imunoglobulinas. Os linfoblastos se diferenciam em prolinfócitos, células de menores dimensões, com citoplasma basófilo que pode conter alguns grânulos azurófilos. Essas células são poliploides, contendo uma quantidade muito maior de DNA que as demais células somáticas do organismo. A trombocitopoiese, também conhecida como trombocitopoese ou megacariocitopoiese, é o processo de formação das plaquetas. Os proeritroblastos são células relativamente grandes, que apresentam um citoplasma basófilo e um único núcleo celular, contendo cromatina arranjada de maneira frouxa, além de um nucléolo visível. Após iniciar o processo de transformação em uma hemácia, uma célula mieloide passa por diversos estágios de maturação.
A conversão segue um padrão anatômico bem definido, ocorrendo inicialmente nas diáfises dos ossos longos e progredindo em direção ao esqueleto axial. Entre os principais locais de produção estão o esterno, as vértebras, as costelas, os ossos do quadril (ilíaco) e as metáfises proximais do fêmur e do úmero. Portanto, essa estrutura está localizada no interior da parte esponjosa de determinados ossos, especialmente os que apresentam maior atividade hematopoiética. Durante essa etapa, há diversificação das linhagens celulares.


